terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Starbucks e a gordura trans.

A rede americana de café, Starbucks irá retirar de seus balcões, de início em metade de suas lojas, alimentos ricos em gorduras poli-insaturada do tipo trans. Além da variedade de tipos de cafés servidos, as lojas vendem cookies deliciosos, mas feitos com gordura hidrogenada. Vamos verificar qual será a política fora dos Estados Unidos. A rede Starbucks me traz sentimentos dúbios. O bom, como consumidor.Em Boston (1997) havia pouco ou nenhum local decente para se tomar um café, como se gosta após o almoço em São Paulo. As lojas Starbucks eram poucas e vendiam café caro. Mas, mesmo na neve e abaixo de zero andava três quadras para um bom expresso duplo, chamado de doppio. Hoje, há uma loja por quadra das grandes cidades. E, melhor mesmo nas estradas há paradas com um bom café. O sentimento ruim é do cidadão brasileiro reconhece que não houve um empresário sequer que desbravasse com competência o ramo do café de qualidade. Há uma rede em São Paulo - não cito o nome - que além de empregados mal educados, não serve adoçante com aspartame. Voltando a gordura trans, nas bancas de revistas encontra-se uma edição americana especial de Scientific American sobre dieta. O principal artigo é de Walter Willett da Harvard School of Public Health. A publicação da edição brasileira desse número especial será obrigatória. Willett foi o pioneiro nas pesquisas nessa área e, o primeiro a afirmar que a principal política de saúde pública seria convencer as redes de alimentação a mudarem seus menus, abolindo da gordura trans.

Um comentário:

Amigo de Montaigne. disse...

Caro Prof. Lotufo, aproveito a deixa para sugerir como leitura de férias a obra máxima e bastante agradável de Walter Benjamin, Passagens(Ed. UFMG e Imprensa Oficial), que diz: "Em Paris, em 1757, havia somente três cafés."
Parabéns pelo Blog!