sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Derrame, acidente vascular cerebral ou encefálico: não interessa o nome, somente um problema de saúde pública.

Essa semana The Lancet publica uma edição ao acidente vascular cerebral. Brasil é um dos países com as maiores taxas de mortalidade no mundo. Já publiquei editorial afirma que essa, sim é uma doença negligenciada. Nesses artigos há pontos importantes que podem melhorar a qualidade do atendimento, mas com custo aumentado.
(1) diagnóstico: o uso da ressonância nuclear magnética aumenta a capacidade diagnóstica comparada ao da tomografia computadorizada;
(2) tratamento: o uso da alteplase com trombolítico na fase aguda mostrou-se benéfica mesmo em hospitais regionais . A alteplase é mais cara que a estreptoquinase que é utilizada largamente no infarto agudo do miocárdio. A estreptoquinase é contra-indicada na isquemia cerebral;
(3) internação: as unidades de avc, chamadas de stroke unit mostram uma relação custo-benefício favorável porque melhoram a qualidade do atendimento da mesma forma como as unidades coronarianas se consagraram há 40 anos como local e forma de atendimento ao infarto do miocárdio.
Outros textos recentes estão mostrando que a relação custo-benefício do tratamento da hipertensão, o principal fator de risco para o acidente vascular cerebral, é melhor do que o tratamento da tuberculose.
Abaixo, trechos do editorial do The Lancet. A favourite interview question put to aspiring doctors applying to be a Lancet editor is: “How many people do you think die each year?” For readers familiar with global burden of disease statistics, this might appear to be an easy question. But for many doctors, who perhaps have not been required to think globally before, it can prove to be a difficult one to answer. Most candidates know that there are around 6·5 billion people living on the planet, so those who guess that around 1% of the population dies each year are not far wrong—around 59 million people will die in 2007. But, perhaps surprisingly, one disease—stroke—will kill 10% of these and leave millions of others disabled.
Unfortunately, despite years of research, alteplase is still the only approved treatment for ischaemic stroke. More than a decade has passed since the publication of the first trial showing that alteplase is efficacious in some patients if given within 3 h of stroke onset. But even now only a tiny proportion of patients who could benefit are given the drug. As the investigators of the Safe Implementation of Thrombolysis in Stroke-Monitoring Study (SITS-MOST) show in an Article, substantial evidence now exists that intravenous alteplase is safe and effective, even when administered in hospitals with relatively little previous experience of thrombolytic therapy for stroke. However, most stroke researchers would agree that dedicated stroke centres are needed to deliver the best quality of care, a conclusion that is supported by research done by Italian investigators in an Article on page 299. Ideally, a stroke centre will have access to MRI, which, according to Julio Chalela and colleagues, is better than computed tomography for detection of acute ischaemia, and is also able to detect acute and chronic haemorrhage.

Um comentário:

Neuroprojecto disse...

Olá! Somos um grupo de alunos que estamos a desenvolver um projecto sobre Neurologia. Para tal ficaríamos radiantes se visitassem o nosso fórum e comentassem e deixassem um testemunho pessoa: neuroforum.7forum.info