sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A queda dos homicídios em São Paulo

Na revista Espaço Aberto da USP há uma reportagem que sintetiza pesquisa da Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo sobre a queda das taxas de homicídio na cidade publicada no livro Olhar São Paulo - Violêncai e Criminalidade. A tendência é semelhante à ocorrida no restante do estado. O dado importante e, relativamente previsível é que a distribuição espacial continua ainda sendo diferenciada na cidade.

A reportagem completa pode ser lida clicando aqui.O livro Olhar São Paulo – Violência e Criminalidade, já está disponível para a população no site da Sempla . As estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública podem ser conferidas aqui.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Aids em mais escolarizados

Esse blogue não faz parte dos "midia watchers". Porém, quando informações totalmente defeituosas são mantidas na imprensa, não há como ficar calado.
O Estadão, ontem e, a Folha, hoje insistem em repercutir notícia de que "aumenta o número de casos de aids entre mais escolarizados".
A leitura do relatado mostra a incapacidade de se trabalhar com conceitos mínimos em epidemiologia. Primeiro equívoco: a informação compara 1997 com 2007, justamente o período onde houve mais aumento de pessoas com escolaridade superior. Segundo equívoco: aumento proporcional não significa risco maior!!!! Simplesmente, pode ter havido queda muito expressiva entre aqueles com escolaridade inferior à universitária.
Bem, não somente a imprensa precisa ser criticada. Informações como essa precisam primeiro ser publicadas em órgãos com revisão por pares e, somente depois serem divulgadas ao grande público.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Entrevista ao ELSA Brasil

Entrevista na sala de imprensa do site do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto, o ELSA. (http://www.elsa.org.br) Dr. Paulo Andrade Lotufo leciona na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e é superintendente do Hospital Universitário da instituição. No ELSA Brasil, Lotufo é pesquisador principal e coordenador do Centro de Investigação SP. Em entrevista ao site ELSA, o médico, autor de vários estudos epidemiológicos sobre doenças cardiovasculares, debate o andamento deste tipo de pesquisa no Brasil, além de falar sobre as crenças e tratamentos relacionados à atual conjuntura de aumento de doenças crônicas não transmissíveis no país. ELSA Brasil: No Brasil, houve uma transição das principais causas de morte, de doenças infecciosas para as enfermidades crônicas não transmissíveis, em destaque as cardiovasculares. Como o senhor encara as condições do Sistema Único de Saúde para atender a população brasileira dentro desse novo contexto?
Paulo Lotufo: A transição epidemiológica em etapas é descrita somente com finalidades didáticas. De fato, o perfil das doenças se modifica no tempo de forma desigual tanto espacial como socialmente. Por exemplo, a mortalidade por doenças infecciosas é suplantada pela cardiovascular no Brasil nos anos 60, mas no Rio de Janeiro e São Paulo isso aconteceu vinte anos antes, em 1940. Mas, mesmo nessas cidades, a transição foi desigual de acordo com os segmentos sociais. Se essa dinâmica da incidência de doenças não é de assimilação fácil por cientistas, para os planejadores de saúde ela é muito mais difícil. De certa forma, o SUS está uma geração em descompasso com a realidade. Exemplifico: somente agora a hipertensão e diabetes foram alvo de uma política efetiva de controle com o co-pagamento de medicamentos nas farmácias. Aliás, um sucesso que o próprio governo federal não divulga e capitaliza a seu favor. Porém, essa proposta de assistência farmacêutica já era defendida pelos pesquisadores da época há mais de 20 anos, sem qualquer eco no Ministério e secretarias da saúde, cujos dirigentes raciocinavam como se o país estivesse nos anos 50. Agora, temos uma pletora imensa de idosos em pronto-socorros com insuficiência cardíaca, doença pulmonar obstrutiva e fraturas de fêmur, por um lado, e redução expressiva das taxas de fecundidade e natalidade, por outro lado. Mas, ainda há iniciativas em criar institutos da criança ou assemelhados pelo país afora. E.B.: Estudos epidemiológicos sobre a efetividade de programas e serviços de saúde direcionados à prevenção e ao tratamento de doenças cardiovasculares têm sido desenvolvidos no Brasil?
P.L.: Sim, há cada vez mais estudos. A iniciativa do Ministério da Saúde, em conjunto com as Fundações de Amparo a Pesquisa do PPSUS, foi excelente. Aqui em São Paulo, na equipe que desenvolve o ELSA no Hospital Universitário, realizamos dois projetos. Um dos projetos identificou as internações evitáveis, por isso chamado de EVITA, e criou tecnologias de ação na atenção primária a programas de prevenção cardiovascular. Em breve, estaremos oferecendo um curso de especialização em doenças crônicas não-transmissíveis dirigidas inicialmente a médicos para que atuem na promoção de saúde, prevenção primária e secundária, aplicando os conhecimentos desse projeto. O outro projeto, com apoio do CNPq e FAPESP, é o Estudo de Morbidade e Mortalidade do Acidente Vascular Cerebral (EMMA) que estuda incidência, sobrevida e incapacidade com base hospitalar na fase 1, a mortalidade na fase 2 e a prevalência na fase 3. As informações dessa pesquisa orientarão a execução de ações de prevenção, tratamento e reabilitação. E.B.: Existem muitas crenças errôneas em relação às doenças cardiovasculares, entre elas as de que tais males atingem apenas idosos e homens. Como evitar que tais idéias continuem se propagando, inclusive entre os profissionais da área médica?
P.L.: Sim, havia um estereótipo de que o “cardíaco” era um paulista ou carioca investidor da Bolsa de Valores, que habitava a ponte-aérea Rio-SP. Coube à atual geração de epidemiologistas demolir essa bobagem. O risco de morte por acidente vascular cerebral de um habitante da periferia de São Paulo ainda é o dobro do morador de regiões afluentes. Apesar da incidência e prevalência maior entre homens e idosos, as taxas de mortalidade na faixa dos 45-64 anos no Brasil ainda são das maiores quando comparadas à de outros países, principalmente entre as mulheres. E.B.: Ainda que as doenças cardiovasculares sejam a principal causa de morte entre as mulheres, a preocupação com a saúde cardíaca feminina é recente. O que o reconhecimento desse dado implica no atendimento médico da mulher? P.L.: A mulher é vítima da ginecologia, sempre gosto de brincar com o meu colega, Edmundo Baracat, professor de ginecologia aqui na USP. Incrível, mas mesmo setores feministas sempre viram a assim chamada “saúde da mulher” como algo relacionado à genitália e às mamas. Há uma obsessão em relação ao câncer, mas a chance de morte por doença cardiovascular é cinco vezes maior do que morrer por neoplasia de mama. O ELSA será um momento para testar a minha hipótese de que a sobrecarga de trabalho da mulher brasileira traz conseqüências terríveis refletidas na obesidade, tabagismo, hipertensão e diabetes. E.B.: Em que estágio se encontra o campo de pesquisas epidemiológicas em doenças cardiovasculares no Brasil? P.L.: Repetimos aqui uma seqüência que outros países já trilharam. Primeiro, os estudos de mortalidade pela simplicidade e baixo custo; depois, os inquéritos populacionais, caros e com muitos dados, mas com potencial baixo em comprovar hipóteses; agora, estamos com o ELSA avançando nos estudos observacionais. O próximo salto para 2012 será um ensaio clínico de grande envergadura. Aqui, em São Paulo, além das “mulheres ELSA, EMMA, EVITA”, temos também o projeto Avaliação do Grau de Aterosclerose em Adultos e Adolescentes, o AGATAA, que tem como objetivo avaliar populações específicas para verificar o grau de aterosclerose. O primeiro estudo está sendo realizado em pacientes HIV positivo em uso ou não de terapia antiretroviral. Um grande equívoco é insistir em estudos de prevalência, quando coortes ou ensaios clínicos trazem muito mais respostas às nossas indagações. E.B.: E o que representa o ELSA neste cenário? P.L.: Não sou modesto. O ELSA é um sucesso porque conseguiu colocar as doenças cardiovasculares e o diabetes na agenda da pesquisa epidemiológica brasileira. Ele é incrivelmente complexo, com muitas variáveis em estudo e, muitos desfechos a serem conferidos no tempo. Afirmei na inauguração do ELSA em São Paulo que se trata de projeto que visa a próxima geração, não a próxima eleição.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Angola e o Brasil

Na semana anterior estive em Luanda, Angola, a convite da Clínica Multiperfil para apresentar junto com a professora Isabela Benseñor palestras sobre doenças cardiovasculares, em particular hipertensão arterial. Participaram também colegas da Medicina USP, David Uip, Dario Birolini e Marcos Boulos. O tempo foi curto lá, mas o suficiente para consolidar a idéia que será impossível ao Brasil desconhecer Angola. Empresas da construção civil já sabem disso, a Globo e Record dominam a televisão. Agora, caberá ao setor de educação e saúde colaborar na reconstrução do país. Vejam só: o governo angolano aprovou 150 bolsas de graduação em Cuba. Ora, a USP, UNIFESP, UNICAMP e UNESP podem fornecer vagas mais do que suficientes, somente em São Paulo, para suprir demandas e, também formar a elite científica daquele país.

Júpiter abala a Terra

Na reunião anual da American Heart Association que se realiza em Nova Orleans foi apresentado o JUPITER. Ensaio clínico que mostrou que uso de estatina reduz a incidência de infartos do miocárdio, acidente vascular cerebral, internação por angina instável e morte cardiovascular em indivíduos com colesterol normal, mas com valores elevados da proteína C reativa. Há muito a discutir. Importante que o professor Francisco Fonseca da UNIFESP participou do estudo e, quando ele voltar dos Estados Unidos será entrevistado pelo blogue. Aguardem. O texto completo pode ser acessado no site do The New England Journal of Medicine. O autor do texto é Paulo Ridker com quem trabalhei em Boston e, a segunda autora Eleanor Danielson é a mais fantástica organizadora de pesquisas que conheci. Interessante que administradores não recebiam autoria, agora, merecidamente Ellie está na lista.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Momento de lucidez vindo de Boston: "menas" concorrência em áreas vitais

Reproduzo, post do Running a Hospital, do diretor do Brigham and Women´s Hospital, afiliado à Harvard Medical School. Ele critica a competividade excessiva entre hospitais, principalmente no transplante de órgãos sólidos. O quadro apresentado em Boston, nada difere do existente em São Paulo, onde há excesso de equipes e, resultados que ficam aquém do da qualificação médica existente. Isso porque os resultados dependem de um número grande de fatores que necessitam ser rigidamente padronizados.
The downside of competition A funny moment the other day.The CEOs of the larger Harvard hospitals founds ourselves in several meetings over the course of consecutive days, working together on areas of common concern -- clinical research, supporting greater diversity on our staff and faculty, and stimulating enhancements between engineering and medical care. These were great sessions, with a clear commonality of interest and purpose, characterized by healthy give-and-take in friendly and helpful discussions, and good progress. After the last of these sessions, one of my colleagues turned to the rest and said, "Okay, enough collaboration for today. Let's go back to competing."He was joking, of course, and we had a good laugh; but, as I have noted before, this is in fact the nature of the relationship. It has its advantages and disadvantages.I think the major disadvantage is that the competition in the clinical arena is so intense that we end up duplicating services that could be consolidated or otherwise rationalized. (In saying this, by the way, I also mean to reference the duplication that also occurs when we include the non-Harvard hospitals in Boston.) I have talked about this before, focusing on the area of solid organ transplants. If there are fewer than say, 400, adult liver, kidney, and pancreas transplants in all of Eastern Massachusetts per year, does it make sense to spread them out among six or seven hospitals located within 15 miles of one another?Each hospital has to make major investments in staff and equipment to carry out a proper transplant program, and the current organization makes economies of scale impossible. It also means that each program is unlikely to be highly profitable -- or perhaps profitable at all -- because it lacks sufficient volume to spread the fixed costs across a large enough patient base.And yet we persist in this fashion, responsive to the demands and wishes of our physicians and because we have a mindset that we cannot be a "real" hospital unless we offer this service to the public.As I have said in recent forums and elsewhere, we need to be protected from ourselves in this regard, either by the insurance companies or the state government. Thus far, though, they have been too timid to act. The public ends up paying the price for this inefficiency.

domingo, 2 de novembro de 2008

Bendita crise econômica: a Big Pharma fora da jogatina

Não sou crítico de mídia. Mas, faltou uma análise mais econômica para explicar o que existe de errado com os remédios. Respondo, nada há de errados com os remédios. O que está errado é a Big Pharma. Mas, quem na Big Pharma? Pesquisa & Desenvolvimento? não! Departamento Médico? não! Departamento de Marketing? não! CEOs? em parte. A resposta é banal e um lugar comum: o capitalismo "selvagem". As indústrias farmacêuticas foram transformadas junto com o setor de informática em um dos mais lucrativos setores para o capital especulativo em bolsas de valores. Utilizando informações fajutas divulgadas em órgãos de imprensa confiáveis, o ganho com ações foi fantástico. De quebra, arrrebente com o FDA e, crie a expectativa da vida eterna. Pronto, a fórmula para o lucro está definida com ganhos astronômicos na Bolsas de Valores.
A principal diretriz foi de que todo medicamento novo, patenteado, é bom para todo mundo, sempre, sem qualquer limitação de uso. Com isso, remédios muito úteis foram "queimados". Exemplo: inibidores da Cox-2, excelentes para uso por poucos dias. Mas, forçaram a barra para uso crônico.
Agora, espera-se que quem entende de remédios comande a estratégia de lançamentos de medicamentos na Big Pharma. Porém, a realidade é que CEOs que ganharam bônus incríveis com a valorização das ações continuam morando bem nos subúrbios americanos ou nas vilas européias. Mas, pesquisadores e médicos corretos que trabalham na Big Pharma ao redor do mundo, correm o risco de desemprego.

o caso Acomplia: estava escrito nas estrelas

Na úlltima semana estive com vários pesquisadores que chegaram a trabalhar com o rimonabant (Acomplia). Vários deles trabalham na indústria farmacêutica. A dúvida, não era sobre a retirada do Acomplia do mercado, mas sim porque foi comercializado.Atitudes vindas de cima para baixo na Big Pharma, sem ouvir os departamentos médicos e científicos terminam dessa forma. Leia mais, notícias de ontem nesse blogue sobre o Acomplia.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Outubro com tudo: blogue em recesso (ou o Red and Green October)

Amigos: como todos sabem, um blogue não fecha, está sempre aberto. Nesse mês de outubro permanecerá em estado de latência, quase sem sinal de vida.
Motivo: o excesso de compromissos acadêmicos e administrativos assumidos que se acumularam quase todos nesse mês.
Nos anos 70, outubro era mês complicado na Faculdade de Medicina: eleições sempre disputadas no CAOC, Mac-Med e Show Medicina.
Agora, décadas depois, a vida continua apertada nesse mês.
Sem contar, claro que o Boston Red Sox estará defendendo seu título e, o Palmeiras caminha para o pentacampeonato. Ambos, o vermelhão e o verdão me obrigarão a plantões televisivos intensos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Transfat: o novo alvo

Walter Willett esteve essa semana em São Paulo e Porto Alegre. Ele é um dos assim chamados "figurões" da ciência mais acessíveis e de fácil trato. Publiquei em 2004, um trabalho em conjunto com ele. Agora, ele (na esquerda da foto) começa a campanha pra banir os alimentos com gordura trans.
Nutrition Chair Willett Joins Mayor Menino in Reminding Bostonians of Start of Trans Fat Ban Walter Willett, chair of the HSPH Department of Nutrition, joined Mayor Thomas Menino at a press conference on Friday, September 12, to remind residents that Boston’s ban on artificial trans fat would begin officially the next day. The press conference was held at local Mission Hill bistro The Savant Project, which stopped using trans fat three months ago. According to a press release from the Boston Public Health Commission, Boston is the first city in Massachusetts to implement a ban on trans fats. Brookline has passed a similar ban, but it will not go into effect until later this year. Approximately 5,600 restaurants and other food service establishments in the city must start eliminating partially hydrogenated oil from food or beverages. Businesses that violate the ban will receive a citation and fine ranging from $100 to $1,000. Trans fatty acids, or trans fats, raise the level of bad (LDL) cholesterol in the body and lower the good (HDL) cholesterol. Consuming trans fat can increase one’s risk of developing heart disease and stroke. It can also put people at higher risk of developing Type 2 diabetes. Willett has been a leading voice in encouraging the removal of trans fats from foods. His research has helped contribute to the public's understanding of the health detriments of consuming the substance and to federal regulations requiring it be listed on food labels. The Public Health Commission board approved the trans fat ban in March and is implementing it in two phases. As of September 13, food service establishments may no longer use oils, shortenings, and margarines containing partially hydrogenated vegetable oil for frying, sautéing, grilling, or as a spread. Six months later, the ban will apply to baked goods, mixes, partially fried items, and all other foods containing artificial trans fat. The ban affects all food service establishments that are required to hold a permit from Boston’s Inspectional Services Department. These include restaurants, grocery stores, delis, cafeterias in schools and businesses, caterers, senior-center meal programs, children’s institutions, mobile food-vending units and commissaries that supply them, bakeries, park concessions, street-fair food booths, and other establishments. The ban does not apply to food or beverages served in the manufacturer’s original sealed package, such as a package of cookies or a bag of potato chips. It also does not apply to food or beverage items that contain less than 0.5 grams of trans fat per serving.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

dicas dos amigos (1): Gapminder

Dica de Vitor Kawabata. O site é o Gapminder. http://www.gapminder.com/
Consegue atrapalhar um pouca a vida de demógrafos e epidemiologistas, não porque traz pronto uma sériede informações, mas porque permite cruzá-las. Vejam ao lado a relação entre infecção pelo HIV e renda per capital: façam o triângulo Brasil, África do Sul e Estados Unidos e, comparem a capacidade de manusear a epidemia de cada um dos três países.
Bem, o GapMinder é muito interessante. Aguardo comentários dos meus amigos demógrafos plugados na rede do Taquinho.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Um cordão sanitário ao redor da China não será nada mal.

Brinquedos, rações de animais, heparina e agora o leite. Alguém precisa contabilizar o fator chinês na redução de seres humanos e animais somente no último ano. Como a Organização Mundial do Comércio não fará nada para conter a China, e a Organização Mundial da Saúde é dirigida por uma chinesa, resta aos governos de países democráticos e que defendem a saúde dos seus cidadãos tomar a atitude necessária para evitar mais danos. Abaixo, reproduzo a situação na África, descrito em despacho da agência Reuters, onde mostra o comércio entre países africanos e China. DAKAR (Reuters) - Bans on imports of Chinese milk products by African states fearing contamination have highlighted the growing presence of Chinese goods in Africa's markets and raised worries over depending on them too heavily. From Ivory Coast in the west to Tanzania in the east, governments have joined the list of countries blocking Chinese milk imports over concerns they could be contaminated with deadly melamine. Since the start of the decade, African leaders have been keen to strike often controversial deals with China which guarantee supply of oil or metals from Africa in return for billions of dollars in loans and infrastructure projects. These deals have opened the door to imports of cheap Chinese goods, including food, which African consumers have come to rely on as they struggle with high prices. Chinese exports to Africa rose 40 percent to $23 billion year-on-year in the first half of 2008. Chinese powdered milk laced with industrial chemical melamine has been blamed for causing four deaths in China so far and making thousands more ill. The health scare means African authorities and shoppers are now also worried about what's in Chinese dairy products. Togo became the latest African country to ban them on Wednesday. Burundi, Gabon and Ghana also have bans. "Chinese products are all over the place and the prices are very attractive, so we must be careful," said Maame Abdallah, a grandmother in Ghana's capital Accra. "Chinese milks are the most affordable and they help a lot," said Ghanaian mother Jane Morkeh. "There are a lot of others in the market, but I use the new ones, including those made in China, because I can afford to buy in bulk," she added.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A necessidade de ambientes livres do cigarro

Mais uma informação sobre tabagismo passivo. Agora, um estudo chines publicado em Circulation revela que mulheres que nunca fumaram, mas que moram ou trabalham em ambientes com fumantes, tiveram risco maior em 60% de doença cerebrovascular, 70% de doença coronariana e em 80% em doença cerebrovascular.
Passive Smoking and Risk of Peripheral Arterial Disease and Ischemic Stroke in Chinese Women Who Never Smoked Yao He MD, PhD*, Tai Hing Lam MD, Bin Jiang MD, PhD, Jie Wang MD, PhD, Xiaoyong Sai MD, PhD, Li Fan MD, Xiaoying Li MD, Yinhe Qin MD, and Frank B. Hu MD, PhD* Background—The association between secondhand smoke (SHS) and risk of peripheral arterial disease (PAD) and stroke remains uncertain. Methods and Results—We examined the relationship between SHS and cardiovascular diseases, particularly PAD and stroke, in Chinese women who never smoked from a population-based cross-sectional study in Beijing, China. SHS exposure was defined as exposure to another person's tobacco smoke at home or in the workplace. Cardiovascular disease events included coronary heart disease, stroke, and PAD. PAD was defined by signs of intermittent claudication as measured by the World Health Organization Rose questionnaire and an ankle-brachial index of <0.90.>

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ELSA lançado e, uma nova proposta

Estou no Congresso Internacional de Epidemiologia em Porto Alegre. Participei de uma atividade sobre o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto, onde juntamente com Isabela Bensenor comparamos o maior estudo brasileiro em epidemiologia cardiovascular e do diabetes com o Study of Latinos, apresentado por Gerardo Heiss, da Universidade da Carolina do Norte. O ELSA foi lançado oficialmente pelo Ministério da Saúde, ontem . (clique aqui) Ontem, assisti a um mesa-redonda com os ministros da saúde da Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Estavam presentes Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor Leste, Portugal e Brasil. Da platéia, apresentei a proposta de estudo multinacional verificando a particular situação da hipertensão arterial e da doença cerebrovascular. O Ministro Temporão elogiou a proposta e, a levará à nova reunião dos ministros da saúde.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Dirigindo um hospital: um blogue diferente

Abaixo, reproduzo um dos posts do blogue Running a Hospital, de Paul Levy, diretor do Beth Israel and Deaconnes Medical Center, localizado em Boston. O texto copiado traz uma mensagem interessante relacionado ao sistema de faturamento. Mas, o mais interessante é o próprio blog.
O autor não poupa os próprios subordinados exigindo decisões mais incisas e rápidas.
Wednesday, September 17, 2008 Some ads I get Notwithstanding our excellent spam control program, I get tons of broadcast emails sent to me as CEO of a hospital, selling all kinds of services -- but especially services related to coding patient treatments to get the highest payment from insurers and Medicare. I suppose this is just a sign of the times and indicative of the structure of the health care industry.I confess that I do not understand many of these ads. I'm not saying that I don't understand why I get them. I am saying that I literally don't understand most of the terminology. Here are some excerpts from a small sample of those I received yesterday. I guess the one I really need is the last one listed . . .