No American Journal of Public Health artigo de Alicia Matijasevich da Universidade Federal de Pelotas mostrando as diferenças na mortalidade infantil de acordo as raças na cidade de Pelotas. Artigo completo solicitar para amatija@yahoo.com
Abstract
Objectives. We analyzed trends in mortality among infants born to White and to Black or mixed-race women in 3 population-based cohorts representing all births in 1982, 1993, and 2004 in Pelotas, southern Brazil.
Methods. Births were assessed during daily visits to all maternity hospitals. Maternal skin color was classified by the interviewers as White or Black or multiracial. We used logistic regression to adjust for socioeconomic, demographic, and health services variables.
Results. The mortality rate among infants born to White mothers declined from 30.4 per 1000 live births in 1982 to 13.9 per 1000 in 2004, compared with 53.8 per 1000 to 30.4 per 1000 among those born to Black and mixed-race mothers. Differences for neonatal mortality were even more marked, with reductions of 47% and 11% for infants born to White and Black or mixed-race women, respectively. Adjusted analyses showed that ethnic group differences in neonatal and infant mortality were partly explained by differences in poverty and prenatal care. Conclusions. Over a 22-year period, improvements in health indicators were greater for infants born to White women than for other infants. The widening racial gap requires special attention from policymakers
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Obesidade, uma característica associada à pobreza
Mais um artigo com dados das ótimas pesquisas do IBGE e Ministério da Sáude há 30 anos. Trata-se de publicação no American Journal of Public Health do professor Carlos Augusto Monteiro da Faculdade de Saúde Pública da USP. Artigo completo pode ser solicitado a carlosam@usp.br
Objectives. We sought to update income-specific secular trends in obesity in Brazil to assess the hypothesis that the disease burden is shifting toward the poor.
Methods. We compared overall and income-specific obesity prevalence rates estimated for Brazilian men and women from national surveys conducted in 1975, 1989, and 2003. We calculated age-adjusted prevalence ratios to assess time trends.
Results. In the first 14-year period examined (1975–1989), obesity rates among men and women increased by 92% and 63%, respectively, and increases were relatively higher among individuals in lower income groups. In the second 14-year period (1989–2003), there were further increases in obesity among men, and again increases were larger among the poor. In this second period, the obesity rate remained virtually stable in the overall female population, but it increased by 26% among women in the 2 lower income quintiles and decreased by 10% among women in the 3 higher income quintiles.
Conclusions. We uncovered, for the first time in a developing country, solid national-level evidence that the burden of obesity is shifting toward the poor.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Assista o Simpósio sobre Inovação em Saúde na USP
Ao vivo, acesse http://iptv.usp.br.
Hoje, das 08 às 18 horas muito debate sobre Inovação em Saúde na Universidade de São Paulo.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Cooperativas médicas, porque não? Outros profissionais, melhor não.
Comento reportagem da Folha de S. Paulo sobre a crise da assistência médica no Nordeste.
Crise na saúde revela poder das cooperativas
A greve dos médicos em Estados do Nordeste revelou um fenômeno novo no país: governos estaduais e municipais têm se tornado reféns das cooperativas médicas, que funcionam como intermediárias entre as instituições e os profissionais.A avaliação é de pesquisadores e de gestores públicos, que vêem com preocupação o avanço dessa força de trabalho no SUS. Ao menos 20% dos 350 mil médicos brasileiros já estão cooperativados, segundo a federação nacional dessas entidades (Fencom), que reúne 43 cooperativas no país.O poder das cooperativas chegou a um tal nível que Estados como Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Espírito Santo dependem delas para compor o quadro de profissionais -sobram vagas nos concursos públicos.A equação é simples: desmotivados pelos baixos salários no SUS, os médicos preferem deixar o serviço público -ou nem ingressar nele- e se associar às cooperativas.
Comento: repetindo o texto, a equação é simples, o médico abandona a perspectiva de estabilidade, aposentadoria integral (ou FGTS, se celetista) por ganhar mais e, com certeza trabalhar mais do que se somente empregado. Qual o mal nisso???
Assim, prestam serviços tanto ao setor suplementar como ao público, chegando a triplicar seus ganhos."Fizemos um grande concurso, mas a gente não consegue contratar os especialistas, eles não participam", diz Anselmo Tose, secretário da Saúde do Espírito Santo.Em Pernambuco, das 142 vagas oferecidas em uma seleção em abril, só 86 foram preenchidas. Dos cerca de cem médicos que pediram demissão neste mês, 13 neurocirurgiões não voltaram ao trabalho e querem formar uma cooperativa, segundo a pasta da Saúde.Na Paraíba, de 70% a 90% dos profissionais mantêm vínculos com cooperativas. No Ceará, a situação é semelhante: cerca de 52% dos profissionais dos hospitais são terceirizados ou ligados a cooperativas."O Estado pode ficar refém das cooperativas", diz João Ananias, secretário da Saúde do Ceará. Para Adelmaro Cavalcanti Júnior, secretário da Saúde do Rio Grande do Norte, em seu Estado o risco já é realidade, com a dependência das cooperativas de especialidades.O secretário da Saúde de Alagoas, André Valente, disse que durante a greve dos médicos, que terminou na quinta-feira, foi cogitada a opção de contratar cooperativas, depois abandonada. "Experiências em outros Estados mostram que não é a melhor alternativa. Elas sabem o poder que têm e podem usar isso contra o Estado."No Espírito Santo, por exemplo, os médicos recebiam no máximo R$ 2.000 mensais no serviço público.Organizados em cooperativas, passaram a ganhar R$ 6.000 pelas mesmas tarefas, segundo José Augusto Ferreira, presidente da Fencom."
Comento: esses secretários acham que o profissional deve se submeter ao salário que eles desejam. Ainda, não captaram as relações trabalhistas, mais simples. Vivem ainda pensando no canavial nordestino. Refém fica a população não assistida quando não se contratam os profissionais que ela necessita.
A cooperativa torna o médico mais forte, dá mais segurança, como estamos vendo no Nordeste. A cooperativa suporta um movimento desse", diz.Lígia Bahia, pesquisadora do Centro Brasileiro de Estudos da Saúde, afirma que a disseminação das cooperativas fragiliza o sistema público de saúde. "[Elas] Não têm a perspectiva de SUS, de saúde universal.
Comento: quem mais fragiliza o SUS, Lígia são os governadores que desviam verba para almoço a um real, prefeitos que transferem dinheiro para coreto e fonte luminosa e, principalmente o governo federal que contigencia o orçamento aprovado pelo Congresso. Cooperativas não tem perspectiva nenhuma, a não ser remunerar os próprios cooperativados. Da mesma forma, Lígia, sindicatos também não têm a perspectiva do SUS, somente querem ganhar mais e, fazer a população refém com greves repetidas. O atual presidente da Câmara dos Deputados quando presidente do sindicato dos médicos sempre deixou claro que não tinha qualquer compromisso com a assim chamada "saúde pública", somente com os interesses da categoria. Basta ver as greves no governo Erundina em São Paulo.
"O Ministério Público do Trabalho também está preocupado com essa expansão. Por um acordo com a Procuradoria Regional do Trabalho da Paraíba, o Estado e a Prefeitura de João Pessoa não poderão manter contratos com profissionais de saúde por meio de cooperativas a partir de 31 de dezembro."Estava havendo uma manipulação da saúde pública por essas entidades", diz o procurador do Trabalho Eduardo Varandas. Ferreira, da Fencom, discorda. "A cooperativa é um mecanismo de defesa do médico", afirma.
Comento: Se entendi que há "cooperativa" de profissionais não exatamente liberais como enfermeiros, auxiliares de enfermagem, pessoal de apoio e administrativa, concordo com o MPT.Para mim, o cooperativa se aplica a alguns profissionais, em outros, é a chamada precarização da mão de obra.
Por que defendo cooperativa para médicos (estendo a odontólogos, fisioterapeutas, p.ex) e não para enfermeiro, por exemplo? fica para outro post.
O apagão da saúde e o contigenciamento do orçamento do Ministério
A grave crise vivida na assistência médica no Nordeste e restante do país é em grande parte, devido ao contigenciamento do orçamento do Ministério da Saúde e, também pela não regulamentação da emenda constitucional 29. Agora, Lula liberou parte do orçamento do Ministério. O apagão da saúde já foi previsto no blogue. Não resisto ao exercício de auto-citação e, transcrevo o post de 14 de dezembro de 2006, onde já apresentava o "vilão" Paulo Bernardo, ministro do planejamento.
Quando houver, um "apagão" na assistência médica (por exemplo, no atendimento a emergências nos grandes centros) por falta de recursos em hospitais públicos, por favor senhores e senhoras, culpem Luiz Inácio Lula da Silva e Paulo Bernardo. Em tempo, não há sargentos na área da saúde para assumir culpas.
Vejam, matéria do Folha on Liline.
27/08/2007 - 19h06Lula determina liberação de R$ 2 bilhões para a saúde
Tânia Monteirode Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta segunda-feira (27), durante reunião de coordenação política, o descontingenciamento de R$ 2 bilhões para atender a área da saúde.Esses recursos vinham sendo solicitados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Segundo fontes do governo, o presidente está preocupado com a situação de saúde nos Estados.Ficou acertado que Temporão será convidado a participar da próxima reunião de coordenação política. Na reunião de hoje, ficou definido também que o governo vai dar encaminhamento à discussão da regulamentação da emenda 29, que fixa as porcentuais de aplicação obrigatória em saúde por parte dos Estados e municípios.
domingo, 26 de agosto de 2007
A pesquisa da Folha de S.Paulo sobre os melhores hospitais
A Folha de S.Paulo publica nesse domingo pesquisa entre médicos sobre os melhores hospitais da cidade de São Paulo em um caderno especial recheado de publicidade dos próprios hospitais e clínicas. Nada contra, desde que não confundissem hospitais fechados com os abertos. A pesquisa permite que a menção ao Hospital das Clínicas seja considerada. Ora, vamos e venhamos. Uma coisa é administrar hospital restrito a uma clientela que paga diretamente ou por meio de seguro-saúde e convênios. Outra coisa é organizar o atendimento "24/7 " para todos em vários níveis de complexidade. Uma coisa é ditar o preço do seu serviço, outro é receber um pacote decidido em Brasília.
Um desafio como dirigente do Hospital Universitário que fiz a um outro de instituição privada fechada: que tal trocarmos de clientela por seis meses para vermos que é mais competente? A resposta: nem por seis minutos!
Outro aspecto importante é ainda a hipervalorização por parte dos entrevistados dos equipamentos de última geração como indicador de qualidade e, prejuízo da valorização da enfermagem, essa sim o fator básico de qualidade hospitalar.
Por último, fica evidente a importância da Faculdade de Medicina da USP na formação dos médicos em todos esses hospitais.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
A pedidos: greve e demissões
A pedidos: sou contra greve no setor saúde. Quem não estiver contente com o que ganha e como trabalha, pode e deve reinvidicar novas condições de remuneração e de atividade profissional. Se, não atendido, deverá procurar outro lugar, se demitindo. O empregador descobrirá quando não tiver mais a quem contratar que há necessidade de melhores salário e condição de trabalho. O que não pode existir é o "finja que trabalha, que finjo que pago". Agora, advirto que haverá iluminados propondo médicos cubanos ou brasileiros formados em Cuba como solução para a baixa remuneração no Nordeste.
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
A disputa presidencial nos EUA: o financiamento do setor saúde
The New England Journal of Medicine publica artigo excelente (acesso livre) mostrando o financiamento das campanhas presidenciais e, a participação do "setor saúde". Esse artigo enfatiza o que já falava a muito nesse blogue: depois da guerra do Iraque, a assistência médica será o principal tema. E, não menosprezem o ex-governador de Massachusetts, Mitt Rommey que iniciou a cobertura universal naquele estado. Ele é o segundo maior receptor de fundos do setor saúde, a primeira, obviamente é Hillary Clinton. Meu prognóstico é que os dois disputarão a presidência pelos respectivos partidos, fingirão que não há guerra no Iraque e, se mostrarão que são muito mais dedicados à causa da cobertura universal do que o (a) oponente.Em 2006, os maiores contribuidores eleitorais foram os setores financeiros, bancários e imobiliários. O segundo foi o da saúde, cuja participação foi da Big Pharma, seguido dos hospitais, das associações profissionais e, por último das medicinas de grupo.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Aniversário do Blog
Completou um ano de idade, o Blog do Paulo Lotufo. Dirigido à elite, ele está sendo lido pela elite, sem qualquer preconceito. Jornalistas e assessores de imprensa representam um proporção generosa dos frequentadores assíduos dessas páginas.
Graças a Roberto Romano, ao blog do Alon e a revista Pesquisa Médica houve saltos no acesso a esse blogue.
O enfoque principal continuará ser a macropolítica da saúde e da educação em mundo globalizado há muito tempo.
No início enveredei um pouco no midia criticism, mas confesso que não é a minha especialidade e, trata-se de tarefa das mais difíceis. Por isso, abandonei o acompanhamento da imprensa, exceto na cobertura da violência, em particular das taxas de homicídio, que considero um dos equívocos mais sérios da cobertura jornalística brasileira.
Outro lado, que evitei foi o passionalismo da blogosfera não entrando em questões político-partidárias. Quem gosta de sangue, terá outros locais para extravasar suas frustações. Por isso, limitei várias manifestações que considerei indevidas.
As questões relacionadas a direitos humanos -enfermeiras búlgaras presas na Líbia - tiveram grande repercussão, bem como o caso Avandia que proporcionou um recorde de acessos e, segundo uma jornalista foi o local onde parte da imprensa da área se atualizou.
Por uma questão de disciplina profissional, estou dedicando meia hora do dia para editar o post do dia. Haverá sempre mais temas para comentar do que tempo para editá-los.
Obesidade infantil nos EUA: pesquisa de opinião
The Wall Street Journal realiza pesquisa de opinião sobre a epidemia de obesidade na infância há três anos. A preocupação com o problema aumentou de 77% em 2005 para 84% agora. A maior responsabilidade é dos pais para 83%, seguido das escolas por 28%, indústria alimentícia com 27% de menções em respostas múltiplas. Aumentou de 65% para 78% a proporção de americanos que concordam muito que as propagandas dirigidas a crianças representam um fator importante na determinação da obesidade. Outros aspectos considerados também relevantes são a péssima dieta e pouca atividade física nas escolas e o excesso de uso de jogos e equipamentos eletrônicos pelas crianças em casa. Três quartos do entrevistados concordam que deve haver limite à publicidade dirigida às crianças e, 90% consideram importante o uso da contra-propaganda, aquela a favor de alimentos pouco calóricos e da atividade física.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Vasectomias: a realidade e os planejadores
O Estado de S.Paulo repercute informação do Ministério da Saúde sobre o aumento do número de vasectomias no Brasil. Desculpem, mas não consigo outro termo a não ser: bobagem! A vasectomia foi somente legalizada e, agora contabilizada. Ela é realizada há décadas nos hospitais públicos, pronto-socorros e unidades básicas de saúde por médicos que são procurados por mulheres indicando o marido ou pelo próprio homem pedindo o procedimento. Médicos altruístas em sua grande maioria, operavam código de cirurgia "varicocele". Conheço médico que há vinte anos fazia a cirurgia no plantão do pronto-socorro depois da meio-noite (menor movimento) por quem o procurasse antecipadamente. Não recebia um centavo por fora, a não ser bolos e doces que dividia com os colegas. Outro colega fez tantas vasectomias no serviço público e, gratuitamente em instituição filantrópica, que quando se candidatou a cargo eletivo pensou que se elegeu pelo seu forte discurso ideológico de esquerda, mas descobriu depois que a maioria dos seus eleitores eram pacientes e familiares operados por eles.
Esses fatos mostram a crueldade de todos os encastelados no poder formal e informal contra a contracepcção dos pobres mantiveram anos a fio. Somente agora, há um mínimo de cidadania reprodutiva. Ao contrário de algums médicos que consideram a legislação atual permissiva, eu a considero restritiva, apesar de ser um avanço. Afinal, quem tem 1000 reais para pagar a vasectomia pode realizá-la bons hospitais de São Paulo, sem qualquer discussão prévia. Mas, no serviço público há um enormidade de exigências decorrente da lei vigente.
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Direitos Reprodutivos: ao vivo no Rio ou pelo Canal Saúde
"Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos:subsídios para as políticas públicas"
Dia: 24 de agosto de 2007 Horário: 14 às 18 horas
Local: UFRJ - Campus da Praia Vermelha no Rio de Janeiro
Av. Pasteur, 250, Urca - CEP: 22290-240 Salão Pedro Calmon
O Seminário tem como objetivo apoiar as políticas públicas e ações em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, contrapondo-se ao fundamentalismo religioso e ao conservadorismo moral que ameaçam as ações do Estado Laico em favor de: a) garantir o planejamento familiar e reprodutivo, não coercitivo, como parte integrante do conjunto de ações de atenção à mulher e ao homem, dentro de uma visão de atendimento global e integral à saúde; b) viabilizar o controle das doenças sexualmente transmissíveis e o controle da epidemia de AIDS; e c) tratar o aborto como uma questão de saúde pública. Princípios estes já definidos na Constituição Brasileira, na Lei do Planejamento Familiar e em Convenções Internacionais, como a Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, do Cairo, em 1994 e a IV Conferência Internacional de Mulheres, de Beijing, em 1995, dos quais o Brasil é signatário.
14:00 – 14:30 hs - Mesa de Abertura
Coordenação: José Alberto Magno de Carvalho – ABEP e FACE/CEDEPLAR/UFMG
Instituições: ABRASCO, ABEP, CNPD, ENCE, FIOCRUZ, IE/UFRJ e UNFPA
14:30 – 16:20 hs – Painel
A contribuição acadêmica para as políticas públicas de direitos sexuais e reprodutivos
Coordenação: Elizabeth Meloni Vieira - CNPD/USP
Políticas de Planejamento Reprodutivo no Brasil - Suzana Cavenaghi – ABEP/IBGE
Aborto no Brasil - Débora Diniz - Anis/UnB
A situação da DST/AIDS no Brasil - Francisco Inácio Bastos - FIOCRUZ
Os Direitos Reprodutivos no Brasil – Margareth Arilha - CCR
16:40 – 17:30 hs – Painel
Políticas Públicas de Direitos Sexuais e Reprodutivos
Coordenação: Paulo Buss – Presidente da FIOCRUZ
Ministro da Saúde - José Gomes Temporão
Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - Nilcéa Freire
17:30 – 18:00 hs - Encerramento
Assinatura da “Carta do Rio de Janeiro” pelas pessoas e autoridades presentes e
entrega às autoridades
Coordenação: Estela Aquino – ABRASCO/UFBA
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Dr Google e Dr Microsoft
Esse é o título de matéria de capa do The New York Times: Dr Google and Dr Microsoft. O objetivo é criar um prontuário médico on line. A primeira vez que vi um projeto de prontuário médico informatizado foi 1983. A cada seis meses conheço "um jovem recém formado na Poli ou no ITA", ou então "o representante de uma empresa que já trabalhou com a Harvard" sempre um projeto "revolucionário": o prontuário médico eletrônico, informatizado. Todos os avanços até o momento nessa área são localizados: exames laboratoriais, unidade de terapia intensiva ou então em pesquisa clínica. Mas, nenhum projeto totalizante conseguiu ser implantado em nenhum lugar do planeta.
Nos Estados Unidos calcula-se que 20% dos pacientes tem dados em prontuário eletrônico, mas sem acesso à informação, que encontra-se restrita unicamente ao hospital. A proposta seria um prontuário do indivíduo do qual ele tivesse controle total.
Como sempre no quesito "informação" há duas possibilidades: 1. direito do indivíduo saber de tudo sobre suas condições de saúde e doença ou 2. controle por planos de saúde e governos e fim da privacidade
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
A medicina sem médicos: A Minute Clinic
Lideranças médicas, professores de medicina, dirigentes de saúde precisam se debruçar sobre o fenômeno da “medicina genérica” ou “medicina sem médicos” como estou denominando a tendência recente surgida no assim chamado “terceiro mundo” com a “medicina cubana” e , agora nos Estados Unidos com as “retail clinics” .A Minute Clinic apresentada na figura é produto da empresa CVS, a mais importante rede de farmácia dos Estados Unidos. Nesses locais há tratamento para infecção das vias aéreas superiores, bronquite e infecção urinária. Ou seja, uma substituição da atividade médica.
Aqui, temos uma discussão parecida com a consulta pública da ANVISA sobre atuação em farmácias, mas localizada em dois casos específicos: o controle da pressão arterial e a glicemia capilar.
Obviamente, a proposta vinda das lideranças médicas será aquela exposta na proposição de lei do ato médico, o que não representará nenhum passo adiante na compreensão e solução do problema. A base real que motiva a proposta do "médico genérico" é a insuficiência de oferta de atendimento de procuras motivadas por queixas mais freqüentes, justamente aquelas que os médicos não gostam de atender nos pronto-socorros.domingo, 12 de agosto de 2007
A expectativa de vida nos Estados Unidos.
Por que os Estados Unidos tão ricos e gastando tanto em saúde não tem a maior expectativa de vida do planeta? No texto US Slipping in Life Expectancy Rankings publicado hoje no The Washington Post há tentativas de explicação como
(1) A major one is that 45 million Americans lack health insurance, while anada and many European countries have universal health care, they say. But "it's not as simple as saying we don't have national health insurance," said Sam Harper, an epidemiologist at McGill University in Montreal. "It's not that easy."
(2) Adults in the United States have one of the highest obesity rates in the world. Nearly a third of U.S. adults 20 years and older are obese, while about two-thirds are overweight, according to the National Center for Health Statistics. "The U.S. has the resources that allow people to get fat and lazy," said Paul Terry, an assistant professor of epidemiology at Emory University in Atlanta. "We have the luxury of choosing a bad lifestyle as opposed to having one imposed on us by hard times."
(3) Racial disparities. Black Americans have an average life expectancy of 73.3 years, five years shorter than white Americans.
Black American males have a life expectancy of 69.8 years, slightly longer than the averages for Iran and Syria and slightly shorter than in Nicaragua and Morocco.Forty countries, including Cuba, Taiwan and most of Europe had lower infant mortality rates than the U.S. in 2004. The U.S. rate was 6.8 deaths for every 1,000 live births. It was 13.7 for Black Americans, the same as Saudi Arabia. "It really reflects the social conditions in which African American women grow up and have children," said Dr. Marie C. McCormick, professor of maternal and child health at the Harvard School of Public Health. "We haven't done anything to eliminate those disparities."
Quem quiser avaliar indicadores demográficos de todos dos países do globo, o contribuinte americano nos fornece acessem dois sites: http://www.census.gov/ipc/www/idb/ e
http://www.cdc.gov/nchs/fastats/lifexpec.htm
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