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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Em recesso, mas atento: economistas substituem médicos como lobistas da Big Pharma.

Não saberia escolher quem sai pior depois da leitura do texto abaixo, publicado ontem no Estadão. Leiam abaixo, o texto completo.
Você poderá escolher mais de uma opção:
1. A FEA USP que empresta seu nome para uma ação lobista de empresa farmacêutica junto ao SUS.
2. A FIA (fundação da FEA) que realiza estudo, que pela amostra do resumo é de qualidade ruim, que não a recomenda a novos clientes na área da saúde. Fazer um relatório para mostrar que a transição demográfica e epidemiológica existe é de um acacianismo incrível. Pior é afirmar que o problema de gestão é decorrente da demora na aprovação de protocolos (seriam os de interesse da Roche?), revelando desconhecimento da realidade, exceto o compromisso dos autores com o patrocinador.
3. O senhor Leandro Fraga que mostra ignorância ímpar, ao citar a aspirina como exemplo de medicamento ultrapassado. Recomendo a ele a leitura de vários posts que mostram a importância capital da aspirina hoje ;
4. A Roche que parecia ser a empresa da Big Pharma mais antenada no futuro, mas que continua a utilizar a tática "terrorismo pela imprensa",
5. Médicos que eram (ou são) speakers do tema hepatite C e, parecem que foram superados pelos economistas speakers.
Ainda bem, que o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de São Paulo não caíram na armadilha.
ps1: não sou ombudsman do Estadão, mas essa reportagem merecia vir com a tarja "informe publicitário".
ps2: vejam a quantia que a indústria dos processos para medicamentos de alto custo movimenta atualmente.
SUS não acompanha avanço do País, diz estudo Estudo da FEA mostra que Brasil já tem problemas de saúde de nações desenvolvidas, mas estrutura e gestão continuam subdesenvolvidas Emilio Sant’Anna Em pouco mais de quatro décadas, a expectativa de vida do brasileiro passará dos atuais 71,3 anos para cerca de 81 anos. Com uma estrutura etária semelhante a de países desenvolvidos - com cada vez mais idosos e menos jovens - os problemas de saúde do Brasil também serão semelhantes. Além de doenças endêmicas como dengue e febre amarela, características de países pobres, o desafio do Sistema Único de Saúde (SUS) será tratar com protocolos atualizados os casos de câncer, diabete, artrite e hipertensão, que se tornarão mais freqüentes. A saída indicada pelo estudo da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) para que o SUS consiga atender essa demanda com qualidade é o choque de gestão. “O Brasil já tem problemas de países desenvolvidos sem ter estrutura para isso”, diz James Wright coordenador da pesquisa e do Programa de Estudos do Futuro da Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à FEA. Os especialistas apontam como gargalos a lentidão do Ministério da Saúde na revisão de protocolos médicos e o baixo crescimento nos investimentos na área ao longo dos anos. O estudo foi realizado a pedido do laboratório Roche para dar suporte aos investimentos da empresa no Brasil e na América Latina. Um relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) indica os principais problemas que os governos da região enfrentam na área da saúde. Países como a Bolívia e o Paraguai lutam contra dificuldades geográficas e pouco acesso aos serviços de saúde. Já no Brasil, os três principais problemas são a mudança do perfil epidemiológico das doenças para males não transmissíveis (como a diabete), aumento da complexidade e dos custos dos procedimentos e a falta de eqüidade com os cuidados médicos entre a população. Para enfrentar essa situação, os pesquisadores indicam a necessidade de planejamento a longo prazo das políticas de saúde e agilidade na tomada de decisões. Os especialistas em saúde pública são unânimes em afirmar que o modelo de inclusão universal do SUS é um avanço sem paralelos em outros países. Leandro Fraga, um dos autores da pesquisa, concorda. Para ele, no entanto, ainda vigora a idéia de que para tornar o atendimento viável é impossível oferecer serviços e medicamentos de última geração. “Vamos tratar todos a base de aspirina ou vamos disponibilizar algo melhor?”, questiona. “Temos que usar tecnologia de ponta.”De acordo com o estudo, o chamado tratamento de primeira linha do câncer - com medicamentos de última geração - recebe apenas uma pequena parcela dos recursos destinados para o combate da doença. Outra constatação são as poucas atualizações da tabela do SUS para tratamentos como o da hepatite. No caso da hepatite C, o protocolo foi atualizado há pouco mais de dois meses. Desde 2002, isso não acontecia. Segundo Gerusa Figueiredo, coordenadora do Programa Nacional de Hepatites Virais, existe a intenção do ministério de tornar essa revisão anual. Gerusa admite que o tratamento para a hepatite B precisa da incorporação de novas drogas já aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “No início de 2008 isso será discutido mais amplamente”, diz. Hoje, a doença - que pode ter mais resistência aos medicamentos que a hepatite C - é tratada com interferon e lamivudina. O interferon peguilado e o abicavir devem ser incluídos. GANHOS NA JUSTIÇAA falta de atualizações nos protocolos clínicos leva a outro problema: ações judiciais contra Estados, municípios e a União movidas por pacientes em busca de medicamentos de alto custo. Em quatro anos, os gastos do Ministério da Saúde com ações desse tipo aumentaram de R$ 188 mil para R$ 26 milhões. Os Estados, no entanto, continuam sendo os mais processados. São Paulo desembolsou, só em 2007, cerca de R$ 400 milhões em remédios para 25 mil pessoas. Em 2005, o valor foi de R$ 200 milhões. “Existem medicamentos que já fazem parte de protocolos clínicos amplamente aceitos e ainda não fazem parte dessa lista”, diz a advogada Renata Vilhena. Um de seus clientes é o escrivão de polícia Waldir Almeida, de 51 anos. Após extirpar parte do cerebelo por causa de um tumor maligno,recebeu um diagnóstico de câncer de pulmão. Como não pode pagar, entrou com uma liminar na Justiça para que o Estado forneça o quimioterápico Alimta - indicado por oncologistas, mas ainda não padronizado pelo SUS. Uma dose de 500 miligramas do medicamento pode custar cerca de R$ 6,5 mil. “Estava fazendo uma sessão de quimioterapia por mês com outro remédio, mas não estava dando muitos resultados”, diz. O escrivão precisa fazer mais 12 sessões com o novo medicamento. Em 2007, o escritório de Renata teve um aumento de 25% nas ações contra o Estado de São Paulo. “Os pacientes estão mais informados e exigem de seus médicos os melhores tratamentos”, diz a advogada. Para ela, não existe hoje no País uma política séria para medicamentos de alto custo. Mesmo assim, reconhece que existem fortes pressões da indústria farmacêutica para ver seus produtos aprovados pelo Ministério da Saúde. Para dar suporte a essa decisão, foi instaurado em 2002, pelo então ministro da Saúde Barjas Negri, a Comissão de Avaliação de Tecnologias em Saúde. Esse é o órgão responsável pela análise das avaliações produzidas, por exemplo, por técnicos do Instituto Nacional de Câncer (Inca) sobre a incorporação de novas técnicas e drogas de combate ao câncer. Procurado pela reportagem, o ministério preferiu não se manifestar sobre a avaliação dos economistas da FEA, de acordo com sua assessoria de imprensa, por entender que há um conflito de interesses. Isso porque o estudo é patrocinado por uma indústria farmacêutica, a Roche. O secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, também vê exageros da indústria. Para ele, a avaliação do custo e da efetividade da adoção de determinados protocolos, como no caso do câncer, devem vir sempre em primeiro lugar para o gestor público. Barradas concorda que o processo de revisão desses protocolos “poderia ser um pouco mais rápido do que é hoje”, mas não deve jamais ceder às pressões dos laboratórios. INVESTIMENTOSA pesquisa da FEA traça também um paralelo entre os investimentos em saúde e educação nos países da America Latina. Os gastos públicos em educação e em saúde não vêm apresentando o mesmo comportamento nos países estudados. Enquanto a educação teve sua importância reconhecida em quase toda a região e passou a receber parcelas crescentes do Produto Interno Bruto (PIB) no últimos anos, os gastos com saúde, com raras exceções, se mantiveram nos patamares de 15 anos atrás. O gasto per capita do Brasil está acima dos investimentos de outros países da América Latina. Ainda assim, é bem menor do que o gasto mundial.

domingo, 6 de maio de 2007

A história da aspirina:um remédio maravilhoso

A aspirina já foi cantada em versos de João Cabral de Mello Neto, agora Darmund Jeffreys se dedica à prosa do relacionamento do ser humano com a molécula do ácido acetil-salicílico, o título em inglês diz tudo: "the remarkable story of a wonder drug". O texto é fluente, não precisa ser médico, muito menos farmacologista para entender e, a edição "soft cover" custou 12 dólares. Merece tradução para o português, mas pode ser adquirido nos sites como o Amazon.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Assistência Farmacêutica no Mundo

The New England Journal of Medicine traz texto com acesso livre sobre assistência farmacêutica nos assim chamados middle-low income countries. O autor faz um bom resumo da situação atual, mas a informação sobre a redução do custo do tratamento do HIV não confere com publicações mais recentes como a do Plos Medicine avaliando o custo no Brasil.
Outra informação relativamente desatualizada é sobre o custo do tratamento farmacológico da doença coronariana no Brasil. Hoje, com o suprimento das unidades básicas, programas dose certa e, principalmente da Farmácia Popular, a aquisição de aspirina-atenolol-captopril custa menos do que um maço de cigarro.
O mais importante desse artigo é lembrar que a capacidade do Brasil no mercado de genéricos não é desprezível. Distante da China, mas um fornecedor importante no mercado mundial.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

A cardiologia avança no tratamento do infarto do miocárdio

JAMA dessa semana divulga o artigo "Decline in Rates of Death and Heart Failure in Acute Coronary Syndromes, 1999-2006" dos investigadores do Global Registry of Acute Coronary Events (GRACE) cujo resumo pode ser visto clicando o título do post. Trata-se de demonstração da ação dos tratamentos preconizados no tratamento da insuficiência coronariana aguda com melhoras impressionantes com redução da mortalidade e aparecimento de insuficiência cardíaca. O estudo foi realizado em 113 hospitais em 14 países, incluindo Brasil. Abaixo, um excelente resumo feito pela Associated Press. Antes, um comentário: trata-se de estudo mostrando o mundo real e do poder transformador da medicina e da...Big Pharma. O uso de medicamentos baratos como aspirina e beta-bloqueadores e, outros agora também baratos como inibidores da enzima de conversão ( o nosso captopril) ao lado de procedimentos mais custosos como angioplastia (utilizado em excesso, segundo o próprio estudo) e trombólise propiciaram redução na letalidade e na principal complicação, a insuficiência cardíaca. No Brasil, temos todas as condições para aplicar a maioria dessas propostas, mas como na maioria dos países ainda temos sérios problemas no atendimento pré-hospitalar e de emergência. Nunca é tarde lembrar que esse blogueiro participou e participa de ensaios clínicos com agentes antiplaquetários.
Heart-Attack Death Rates DropAs Treatment Options Improve Associated PressMay 1, 2007 4:00 p.m. CHICAGO -- In just six years, death rates and heart failure in hospitalized heart attack patients have fallen sharply, most likely because of better treatment, the largest international study of its kind suggests. The promising trend parallels the growing use of cholesterol-lowering drugs, powerful blood thinners, and angioplasty, the procedure that opens clogged arteries, the researchers said. "These results are really dramatic, because, in fact, they're the first time anybody has demonstrated a reduction in the development of new heart failure," said lead author Keith Fox, a cardiology professor at the University of Edinburgh. The six-year study involved nearly 45,000 patients in 14 countries who had major heart attacks or dangerous partial artery blockages. The percentage of patients who died in the hospital or who developed heart failure was nearly cut in half from 1999 to 2005. And the heart-attack patients treated most recently were far less likely to have another attack within six months of being hospitalized when compared to the patients treated six years earlier -- a sign that the more aggressive efforts of doctors in the last few years are working. There have been other signs that better treatment of heart patients has been saving lives, but not on a scale as large as this international study, the researchers said. "It's much more dramatic than we expected, in the course of six years," Dr. Fox said. The new study follows landmark research results in March that showed angioplasty is being overused on people who have chest pain but are not in immediate danger of a heart attack. But this popular procedure, which typically uses stents to keep an unclogged vessel open, is still a powerful tool for saving those who are having a heart attack or are at high risk of one. Patients for the study enrolled between July 1999 through December 2005 and were followed for up to six months after hospitalization. Besides the U.S., they were in hospitals in Argentina, Australia, Austria, Belgium, Brazil, Canada, France, Germany, Italy, New Zealand, Poland, Spain and the United Kingdom. The research showed that in 2005, 4.6% of the heart attack patients died in the hospital, compared with 8.4% in 1999. Heart failure developed in 11% of heart attack patients in 2005, versus nearly 20% in 1999. And just 2% had subsequent heart attacks in 2005, compared to 4.8% previously. Improved outcomes also were found in those with partial blockages, which include less-severe heart attacks. The researchers said these marked improvements are probably a "direct consequence" of new practices that followed updated guidelines from key organizations of heart doctors in the U.S. and Europe. The study "is the first report of what's actually going on in the real world," said Joel Gore, a co-author and cardiologist at the University of Massachusetts Medical Center. Recommendations in those guidelines include quick use of aspirin or more potent blood thinners; beta blockers to reduce the damaged heart's oxygen needs, statins to lower cholesterol; ACE inhibitors to relax blood vessels; and angioplasty to open blocked vessels soon after hospital arrival. Use of each of these treatments climbed during the study and in some cases more than doubled. For example, 85% of heart patients studied got holesterol drugs in 2005 versus just 37% in 1999; 78% got potent blood thinners including Bristol-Myers Squibb Co. and Sanofi-Aventis's Plavix versus 30% in 1999; and 53% had quick angioplasty, compared to just 16% six years earlier. The study appears in Wednesday's Journal of the American Medical Association. It was funded by a grant from Sanofi, which makes several other heart drugs as well as ACE inhibitors. Dr. Fox and several other authors reported getting fees and grants from Sanofi and other drug makers. Steven Nissen, former president of the American College of Cardiology and a Cleveland Clinic heart specialist, said the study doesn't prove the recommended treatments were saving lives but he suspects that is the case. "I really am encouraged that those things that appear in our guidelines are being used by physicians around the world," Dr. Nissen said. American Heart Association spokesman Sidney Smith said the results are "exactly what we would hope would happen from the major efforts in this area over the past decade. "The tragedy is that too many patients delay before coming to the hospital," Dr. Smith sai

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Feriadão em Londres

Estou em Londres a convite da Wellcome Trust participando de workshop sobre prevenção secundária da doença cardiovascular com participantes de quase todos países. Discute-se muito a poli-pílula para prevenção, ou seja o uso de diurético, beta-bloqueador, inibidor da enzima de conversão, aspirina, estatina e ácido fólico. Continuarei em breve falando sobre esse tema, mas ainda não li os textos do NEJM sobre Avandia.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Uma nova perspectiva para a prevenção cardiovascular

No The Lancet, o cálculo da estratégia da polipílula para prevenção primária e secundária da doença cardiovascular. A proposta é administrar aspirina+estatina+hidroclorotiazida+enalapril a indivíduos com risco elevado de doença cardiovascular. Para aqueles que já sofreram infarto do miocárdio se acrescentaria o atenolol. O estudo apresentado é um simulação para países de baixa e e média renda, mas poderá ser também um bom exercício para uma política ampla de prevenção cardiovascular. Infelizmente, o texto no The Lancet é somente para assinantes. Prevention of cardiovascular disease in high-risk individuals in low-income and middle-income countries: health effects and costs Stephen S Lim, Thomas A Gaziano, Emmanuela Gakidou, K Srinath Reddy, Farshad Farzadfar, Rafael Lozano, Anthony Rodgers In 2005, a global goal of reducing chronic disease death rates by an additional 2% per year was established. Scaling up coverage of evidence-based interventions to prevent cardiovascular disease in high-risk individuals in low-income and middle-income countries could play a major part in reaching this goal. We aimed to estimate the number of deaths that could be averted and the fi nancial cost of scaling up, above current coverage levels, a multidrug regimen for prevention of cardiovascular disease (a statin, aspirin, and two blood-pressure-lowering medicines) in 23 such countries. Identifi cation of individuals was limited to those already accessing health services, and treatment eligibility was based on the presence of existing cardiovascular disease or absolute risk of cardiovascular disease by use of easily measurable risk factors. Over a 10-year period, scaling up this multidrug regimen could avert 17·9 million deaths from cardiovascular disease (95% uncertainty interval 7·4 million–25·7 million). 56% of deaths averted would be in those younger than 70 years, with more deaths averted in women than in men owing to larger absolute numbers of women at older ages. The 10-year financial cost would be US$47 billion ($33 billion–$61 billion) or an average yearly cost per head of $1·08 ($0·75–1·40), ranging from $0·43 to $0·90 across low-income countries and from $0·54 to $2·93 across middle-income countries. This package could effectively meet three-quarters of the proposed global goal with a moderate increase in health expenditure.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

NYT (18/08/06): Genéricos em debate, mas nos Estados Unidos.

O New York Times (18/06/2006) divulga a disputa judicial referente aos medicamentos genéricos nos Estados Unidos. Hoje, esse blog foi questionado se havia alguma documentação sobre os genéricos no Brasil. Não soube responder a contento. Agora, temos um relato muito interessando ocorrendo nos Estados Unidos refente ao clopidogrel, um medicamente anti-trombótico que em associação com a aspirina melhora o prognóstico de pacientes com infarto do miocárdio e angina instável. Um comentário interessante: no período que morei nos Estados Unidos era regra as farmácias "esconderem" no setor "over the counter" (receita médica não-obrigatória), os medicamentos genéricos. Sempre ficavam na prateleira próxima ao chão, longe da vista dos clientes. Um comentário importante: como apresentei no meu perfil participei de pesquisa envolvendo o uso de clopidogrel com patrocínio da Bristol-Myers Squibb. Esse é o começo do artigo: A federal court filing provided new details yesterday about accusations that a Bristol-Myers Squibb executive entered a secret side deal with a generic drug maker in hopes of preserving the lucrative monopoly over the anticlotting drug Plavix. O restante do artigo poderá lido pelos inscritos do site do New York Times no endereço http://www.nytimes.com/2006/08/18/business/18drug.html?pagewanted=2&_r=1&adxnnl=0&adxnnlx=1155913522-0Qs5wgHbfD6EUQr5ot2yeQ